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Archive for the ‘vídeos’ Category

Certa vez, quando morava em Mato Grosso, entrevistei em ambientalista. Era para uma matéria sobre matas ciliares, mas acabamos conversando muito mais do que o assunto. Seu nome era Manoel, se não me engano, e esse cara disse uma coisa que mudou minha vida.

Perguntei sobre aquecimento global, o fim do Planeta e outras coisas apocalípticas. Com a maior calma do mundo Manoel riu e disse: “Meu rapaz, o mundo não vai acabar. A gente é que vai”.

E então discorreu sobre toda a capacidade de renovação meio ambiente, da força da natureza, da fragilidade da vida. Sua voz ecoava num salão vazio, paredes frias não decoradas, apenas com uma janela onde se podia ver a vegetação mato-grossense em ebulição. “A gente se acha importante demais meu garoto; o Planeta vai nos varrer como a uma pulga”.

Pensei um bocado sobre isso e vi que ele estava certo. É um pensamento niilista imaginar que de uma hora pra outra tudo vai eclodir, mas é a real.

Porém, ao mesmo tempo, ainda assim, escolhi me importar. Não simplesmente para tentar frear o fim do mundo, ou influenciar diretamente sobre as decisões da natureza, mas sim para dar crédito a essa força maior; curvar-me sobre minha ignorância e prezar o que nos é provido em abundancia, aceitar sem reclamar nem julgar. Apenas preservar.

E então por muito tempo assunto meio-ambiente fez parte do cotidiano de milhões de pessoas; virou moda. Empresas, governos, grupos, ONGs, todo mundo pensando verde. Claro, era só uma modinha passageira, atitudes não foram tomadas, e o problema se agrava.

Mas tinha pra mim que era uma questão de tempo. Enquanto o assunto não caísse na boca de comediantes americanos que nos fariam rir da nossa arrogância, talvez a causa tivesse alguma chance…

Mas eis que encontro o vídeo de um comediante americano chamado George Carlin. O sujeito faz piada em cima justamente do que aquele ambientalista tinha me tido em Mato Grosso. E, infelizmente, devo dizer… o faz bem, muito bem! É eloqüente e fodido!

uma injeção de niilismo…

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CHAVEZ E A DIARRÉIA

Hugo Chavez é um exemplo vivo de que vivemos na época de líderes comediantes. Em algum momento da história recente um novo Maquiavel deve ter percebido que o humor é um ótimo mecanismo de dominação e incrementou “O Princípe” com leis referentes ao ofício de contar anedotas como anestésico social. Bom, pelo menos é a única explicação que encontro pra esse vídeo do Hugo Chavez.

Infelizmente não achei uma versão com legendas. Meu espanhol não é muito bom, mas com um esforcinho dá pra entender. No vídeo Chavez conta em cadeia nacional a história de quando teve diarréia durante um de seus eventos como presidente. Em detalhes ele narra como escapou da imprensa, esquivou-se da multidão que gritava seu nome e conseguiu defecar no mato enquanto alguns cachorros o rodeavam. Simplesmente hilário.

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MAR DE GENTE

Cerca de 80% do Japão é formado por montanhas vulcânicas. Os caras não têm solo pra plantar, sofrem com uma terrível falta de espaço, não possuem minério de ferro, nem tampouco combustíveis fósseis. Na segunda Guerra levaram duas bombas atômicas na cabeça, sofrem constantemente com terremotos e o índice de suicídio da população é um dos maiores do mundo.

Mesmo assim o país tem mais de 120 milhões de habitantes. 12% deles vivendo em Tóquio; cuja área metropolitana conta com 31,2 milhões de pares de olhinhos puxados. A falta de espaço é tão grande que tiveram que construir o aeroporto internacional sobre o mar. Diariamente cada quilometro quadrado da cidade é disputado por 14 mil pessoas; uma densidade populacional duas vezes maior do que São Paulo.

Bom, mas isso é só um bando de dados sobre o local.

Quer saber mesmo o que é o Japão?

Bom, então veja esse vídeo.

 

E você reclamando de fazer baldeação na Sé…  francamente

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O POVO E SEUS BORDÕES

É como uma regra de marketing: em toda propaganda política tem que ter a voz do povão. Então os marketeiros filmam um monte de obras, apresentam uns números na tela e depois cortam pra um desdentado qualquer emendando um bordão: “A Marta é porreta”, ou “O Kassab é cabra macho”.

É como se essas falas endossassem a mentira toda que é a democracia no Brasil. O povo fica 4 anos na pura miséria, sem escola, sem trabalho, sem saúde, e ai, quando chega o período eleitoral, é o primeiro a querer aparecer.

O mais incrível, é que os caras não ganham nada! Geralmente a fala surge de alguma carreata ou comício, espontaneamente. O miserável abre um sorriso banguela e diz que tá tudo bem, e que “Marta é das nossas”.

Mas não, não tá tudo bem! Dá pra ver pela cara deles. O sujeito tá chupado, enrugado, seco, sem dente, mas sorri e levanta do dedão: “Kassab é trabalhador”.

Que coisa surreal!

Se eu fosse psicólogo acho que estudaria essa estranha relação do brasileiro com as câmeras filmadoras. É só ligar uma pra gente sair sorrindo ou sambando. Não interessa quem está na frente, pode ser Kassab, Marta, Gandhi ou Hitler, se estiver acompanhado de um cameraman, pode ter certeza que no mínimo três vão aparecer pra dar um depoimento sincero. “Esse homem aqui é trabalhador, ele tem meu voto!”. “Essa mulher pensa nos mais humildes!” “Esse carequinha aqui é porreta”. “Esse rapaz do bigodinho aqui que fala alemão é de confiança, eu sei, tem bom coração, pode votar”.

Um povo sem interesse e alheio, vá lá, agora um povo que dá pitaco onde não devia, porra, aí ninguém merece…

 

 

tirado de um dos meus blogs preferidos Kibe Loco

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Todos que vieram antes são muito mais responsáveis por essa bagunça do que nós. Mas eles têm uma desculpa simples: eles não sabiam!

Deter o aquecimento global é a maior tarefa da história. Muito maior do que qualquer luta , causa, ideoloagia já registrados pela humanidade. O mais assustador é que coube a nossa geração dar um jeito de salvar o planeta. Se não fizermos nada, tudo o que veio antes será em vão. E tudo o que vier depois será antipatia, rancor e aversão, antes, é claro, do eterno vazio do nada.

Segundo esse vídeo, restam apenas 100 meses…

Para ver em Flash, clique aqui (o som é melhor)

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Quando Homer Simpson vota, não é simplesmente mais um americano gordo classe média comum que vai às urnas. Não, não senhor! Quando Homer Simpson entra na cabine de votação, a américa e o mundo entram com ele!

 

uma eventual vitória de Mccain causará muito desconforto depois desse vídeo.

I like Ike

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Um dos meus passatempos preferidos tem sido acompanhar as eleições americanas. Tem gente que critica, diz que deveríamos nos concentrar na municipal do nosso país, ao que rebato: com certeza, acompanho as duas, da mesma maneira que assisto ao Jornal da Globo e ao Casseta e Planeta, um não anula o outro. Mas se bem que os candidatos a vice de lá andam protagonizando situações dignas da nossa comédia eleitoral tupiniquim.

Em meio à grave crise econômica, os dois conseguem arrancar boas gargalhadas com as memoráveis gafes de Sarah Palin e Joe Biden. A primeira, por exemplo, disse que tinha experiência em política internacional porque dava pra ver a Rússia lá do Alasca (sic). Um comentarista americano não perdeu a deixa e emendou: “ora, da minha casa eu consigo ver a lua, isso não me faz um doutor em astro-física”. Outra gafe foi quando Sarah, que é formada em jornalismo, não conseguiu nomear um jornal pelo qual se informava, apenas disse que lia todos. A entrevistadora insistiu, pediu um, unzinho sequer, mas ela não soube dizer.

Já Joe Biden, durante uma convenção do partido em que fazia as honras de orador, pediu para um senador democrata se levantar para que todos pudessem vê-lo. (O cara era tetraplégico!) “oh my god, what I’m talking about”. No começo da crise também criticou Bush por não ir a TV acalmar os mercados como o presidente Roosvelt fez durante a crise de 29. (Em 29 o presidente não era o Roosevelt, e, pior, nem existia TV).

Por isso o debate de ontem entre os vices prometia ser inesquecível. Acompanhei todinho pelo site do NYT e a todo momento esperava os dois trocarem ofensas à la Maluf e Marta. Agora vai, agora vai, pensava a cada momento. Imaginei que começaria assim: “A senhora ofende os americanos dizendo que vai saber cuidar das questões internacionais só porque consegue ver a Rússia do seu jardim”. “Fique quieto seu velho broxa, vai lá assistir TV com o Roosevelt”. “Me respeite mocréia, pelo menos eu leio jornal”. “Ah cala a boca, levanta ai, levanta ai, levanta seu babaca”.

Mas não, não aconteceu nada. Que decepção, em questões de baixaria eleitoral, eles tem muito que aprender conosco.

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