“Cuiabá, Cuiabá, Cuiabá…Cuiabá é melhor que Bagdá”
João Eloy, cantor de rasqueado
Richard veio pra Cuiabá atrás de uma garota que conheceu na internet. Joana, uma morena da pele escura. Mistura de índio, negro e pitadas de sangue europeu; um vatapa genético delicioso que o canadense estava louco para provar.
Acostumado a viajar pelo mundo atrás de mulheres que conhece na rede, Richard comprou um guia Lonley Planet Brazil, deu uma folheada e viu que tinha um Hostel no Pantanal. Resolveu conferir. Chegou de bermudão, camisa estampada e pescoço rosa. Era um legítimo ser de Montreal, acostumado ao mundo subterrâneo aquecido artificialmente.
Já Joana vinha de uma linhagem feita para o calor. Pele escura, adaptada para filtrar raios ultra-violeta sem a necessidade de protetor solar, transformava sol em energia sexual.
Richard se hospedou no albergue. Ele tinha vários dólares no bolso, estava disposto a deixar tudo em Cuiabá. Tinha visto umas fotos na internet, parecia ser bacana. Mas então ele adentrou o tal Albergue do Pantanal. “Oh my Good! What a fuck?”
Resolveu que só daria uma rápida bimbada em Joana e sairia fora dalí urgente. Se o albergue com o selo internacional era assim, mal podia imaginar o resto da cidade. Não, definitivamente não era obrigado a aturar esse subdesenvolvimento de quartos pequenos sujos e sem ar-condicionado.
Marcaram de se encontrar no centro, ele foi olhando para o relógio, contando os minutos, doido pra acabar de vez com aquilo. Terminaram se agarrando no pequeno quarto coletivo do Albergue – Joana morava com os pais, cuiabanos de tchapa e cruz que não entendiam bem esse negócio de internet.
O vulcão Joana entrou em erupção. Quando cheguei no Albergue o canadense estava lá fazia algumas semanas. Não sei que fim levou, saí de lá antes dele. Provavelmente acabou deixando os dolares todos por ali mesmo.
Joanas… há 500 anos fazendo esse país turisticamente viavel.
Mas é real essa história? Esse gringo aí caiu no conto do vigário, hein? Aposto q vc estava “agenciando” a menina ahahahha