Um dia vou escrever toda a história do Hotel Panorama. Quero fazer isso depois que sair daqui, uma espécie de relato pós-guerra. Tinha planejado escrever trivialidades nesse meio tempo, falar sobre o clima, hábitos, costumes, mas, como os leitores mais assíduos devem ter percebido, uma tragédia se abateu sobre minha antiga máquina de escrevinhar. Sim, sinto informar, mas ela morreu.
Tudo aconteceu numa segunda-feira, quando voltei do serviço pronto para digitar umas palavras e encontrei meu computador morto. Acontece que a tia da limpeza fez o favor de deixar a janela do meu quarto aberta, dando passagem para uma nervosa enxurrada liquida que invadiu a placa mãe do computador. Sim, choveu, era um temporal. E eu que nunca havia sofrido com as intempéres da natureza me vi como um catarinense desabrigado. Foi uma imagem chocante, mais ou menos como abrir seu quarto e encontrar um velho amigo estripado, pendurado na parede, com sangue por todo canto.
Desde então travei uma batalha jurico-verbal-informal com o dono o hotel. Fato que pretendo contar com detalhes num futuro próximo, quando estiver devidamente instalado numa residência fixa, com ventilador próprio, descarga que funciona e livre de baratas. Por hora só escrevo essa pequena notificação para informar que estou vivo e com computador novo. Sim, pois não dá pra ficar viúvo muito tempo de tecnologia… Nóis vive em pulgueiros, mas conectado sempre!
Tadinho dele…
melhoras pra ti tá??
Estava com saudades. ~
Beijo
Eu diria que a inclusão digital no Brasil está do seu lado neste caso…
Thi, agora atualiza o blog com mais frequencia hein!
Thiagooo!!!
Como vai?? Entrei n seu blog pra saber por onde vc andava. To no rio de novo, me manda notícias e te conto minhas aventuras por aqui tb! To sem seu email. Me escreve!?
Um beijo grande/ se cuida!
Saudades,
Ida.